A endometriose não é uma sentença, mas um convite. Um chamado do corpo e da alma para um novo modo de viver, mais conectado com o sentir e com o que precisa ser transformado.
Abaixo, trago cinco pontos que considero fundamentais para quem busca compreender a doença de forma mais profunda e abrir caminhos reais de cuidado e cura.
Endometriose não é só uma doença ginecológica
A Endometriose é uma condição inflamatória e sistêmica quem embora afete diretamente o sistema reprodutor, seus efeitos vão muito além, envolvendo intestino, bexiga, sistema nervoso, metabolismo e até o campo emocional. Por isso, tratar apenas o útero não é suficiente, sendo essencial olhar para a mulher inteira.
A dor é real, mas também simbólica
A dor causada pela Endometriose é uma das mais intensas que uma mulher pode sentir. Mas ela também pode ser interpretada como uma linguagem do corpo, que busca nos dizer algo importante para um tecido inflamado, como limites ultrapassados, silêncios acumulados, falta de acolhimento. E a cura começa quando validamos essa escuta e podemos finalmente olhar para sua verdadeira causa.
O estresse sustenta o ciclo da doença
O estresse crônico atua como combustível para a progressão da Endometriose desregulando hormônios, comprometendo a imunidade, aumentando a inflamação e dificultando o descanso restaurador. E, muitas vezes, esse contexto não é apenas externo, vindo também da autocobrança, da pressa, da tentativa de dar conta de tudo sozinha.
Por isso, tratar a Endometriose também envolve desacelerar, respeitar o corpo e lembrar que descansar faz parte do caminho de cura.
Gordura corporal em excesso pode dificultar a regulação hormonal
O tecido adiposo funciona como um órgão endócrino ativo, especialmente na produção de estrogênio. Quando há excesso de gordura corporal, especialmente visceral, pode haver um desequilíbrio na metabolização hormonal, agravando a chamada dominância estrogênica, frequentemente associada à progressão da Endometriose. Por isso, cuidar da alimentação e do ritmo metabólico não é apenas estética, mas parte do reequilíbrio.
O tratamento precisa ser individualizado
Os sintomas, a intensidade da dor, os impactos na fertilidade e a relação com o ciclo variam conforme a história, a constituição e o momento de vida de cada mulher. Por isso, não existe um “remédio único” que funcione para todas, e sim um caminho de escuta, de investigação cuidadosa e de terapias que respeitem essa singularidade. Os protocolos podem incluir, inclusive, ajustes hormonais, assim como fitoterapia, orientações nutricionais, mudanças de estilo de vida e, muitas vezes, acolhimento emocional e espiritual.
A cura da Endometriose vai além da ausência de sintomas, incluindo uma reconexão com o próprio corpo. Um corpo que não precisa mais gritar para ser escutado. Pois escutar seu próprio corpo é o primeiro passo para transformá-lo em lar.


